A confiança dos pais no cuidado ao recém-nascido: uma revisão scoping
Publicado 11-06-2025
Palavras-chave
- Confiança,
- Pais,
- Período Pós-Parto,
- Recém-Nascido
Como Citar
Direitos de Autor (c) 2024 Rita Martins, Maria Helena Presado, Sandra Risso

Este trabalho encontra-se publicado com a Licença Internacional Creative Commons Atribuição 4.0.
Resumo
Introdução
Com o nascimento de um filho surgem cuidados essenciais ao seu desenvolvimento englobados na transição para a parentalidade. Esta transição inicia-se na gravidez, mas só finaliza quando pai/mãe desenvolvem confiança no desempenho dos seus papéis (1). Rever barreiras e facilitadores que contribuem para a confiança dos pais, no cuidado ao recém-nascido, pode facilitar o diagnóstico de necessidades dos pais e posteriormente o planeamento de intervenções centradas na tríade mãe-pai-recém-nascido, que contribuam numa transição positiva da parentalidade.
Objetivo
Mapear a evidência científica sobre barreiras/facilitadores de desenvolvimento da confiança dos pais no cuidado ao recém-nascido.
Métodos
A questão de revisão é: Quais as barreiras e facilitadores que contribuem para a confiança parental no cuidado ao recém-nascido? Seguiram-se as orientações do Joanna Briggs Institute (JBI)(2) para scoping reviews. Foram pesquisados artigos científicos nas bases de dados MEDLINE Ultimate, CINAHL Ultimate, MedicLatina, Cochrane of Systematic Reviews, Web of science e PUBMED. Incluiram-se artigos publicados até abril de 2024. Foram selecionados os descritores de pesquisa: father*, mother*, parents*, self-confidence, confidence, trust, self-assessment, barrier*, obstacle*, difficult, facilitador*, enabl*, newborn e care.
Resultados
Foram identificados 746 artigos. Após aplicar critérios de elegibilidade e excluir os duplicados foram incluídos 15 artigos, com 1477 participantes. Os dados extraídos foram agrupados em barreiras e facilitadores que contribuem para o desenvolvimento da confiança dos pais no cuidado ao recém-nascido: barreiras/facilitadores tecnológicos, sociais, fisiológicos, educativos, profissionais e género.
Conclusão
As barreiras enfrentadas pelas mães são melhor identificadas do que as vivenciadas pelos pais. Os pais relatam sentir-se menos valorizados e apoiados no pós-parto. A continuidade de cuidados com o mesmo enfermeiro obstetra, durante o pré-natal e o pós-natal facilita a confiança dos pais. A confiança deve ser trabalhada tanto no pré-natal como no pós-parto, assegurando uma transição positiva da parentalidade.